O termo “Holocausto” refere-se ao genocídio organizado pelos alemães nazistas, principalmente de judeus, durante a Segunda Guerra Mundial. "Holocausto" é uma palavra de origem grega que significa "sacrifício pelo fogo".
O ódio aos judeus, ou antissemitismo
na Europa tem suas origens na Idade Média, mas, na Alemanha, o discurso
antissemita ganhou força a partir do século XIX. Com o final da Primeira Guerra
Mundial e a crise econômica na República de Weimar (1918-1933)-já
mencionada aqui no blog e no insta-, o discurso político do austríaco Adolf
Hitler, líder do Nazismo, ganhou terreno a partir da década de 1920.
Hitler defendeu a ideia da suposta superioridade da raça ariana e a criação do
chamado “espaço vital” (lebensraum, em alemão), que pregava a existência de um império para a
raça ariana que viveria à custa da exploração de outros povos considerados “inferiores”.
Além dos judeus, foram vítimas também: os ciganos, os deficientes
físicos e mentais, eslavos (poloneses, russos e de outros países do
leste europeu).
Outros grupos eram
perseguidos por seu comportamento político, ideológico ou
comportamental, tais como os comunistas, os socialistas, as Testemunhas de
Jeová e os homossexuais.
O genocídio dos judeus pela Europa foi resultado de um longo caminho de perseguição contra essas pessoas. Os judeus foram expulsos do serviço público, depois tiveram suas lojas boicotadas e atacadas. A perseguição nas ruas aumentou consideravelmente, e os casos de violência física começaram a acontecer. Depois, eles foram proibidos de casar-se com não judeus, pedidos de cidadania para judeus estrangeiros foram negados, e os judeus alemães tiveram sua cidadania retirada.
Os judeus foram privados de liberdade e de todos os direitos enquanto cidadãos. Quando a guerra começou, os nazistas intensificaram o roubo de seus bens e começaram a agrupá-los em guetos, em algumas partes da Europa.
Leis de Nuremberg
As Leis de Nuremberg foram decretadas em 1935 e estabeleceram os princípios para a determinação da cidadania alemã. Aqueles que tivessem 3/4 de sangue judeu em sua descendência não teriam direito à cidadania alemã. Assim, definia-se os judeus apenas como “sujeitos de Estado”, isto é, eles não tinham direitos, mas deviam cumprir suas obrigações civis. Por meio dessas leis, proibiu-se o casamento entre judeus e não judeus, assim como as relações sexuais entre judeus e não judeus, e quem não as cumprisse era acusado de “corrupção sexual”.
Noite dos Cristais
A Noite dos Cristais foi um pogrom, isto é, um ataque violento coordenado contra um certo grupo. Esse ataque foi ordenado pela própria cúpula nazista e realizado na virada de 9 para 10 de novembro de 1938. A investida espalhou-se por toda a Alemanha, com os judeus sendo atacados em suas residências, além de terem tido suas lojas, e até sinagogas, destruídas em todo o país. A Noite dos Cristais resultou na destruição de mais de mil sinagogas, além da morte provável de mais de mil pessoas, embora o número oficial determine que apenas 91 pessoas foram mortas.
Solução Final
Reinhard Heydrich e Heinrich Himmler elaboraram o plano conhecido como Solução Final. O nome Solução Final foi utilizado pelos nazistas como um eufemismo para o extermínio dos judeus. Esse plano estipulou que eles deveriam ser fisicamente eliminados, e isso deu início a uma série de ações. Neste texto destacaremos o papel dos Einsatzgruppen (grupos de extermínio) e dos campos de concentração criados durante o Holocausto. O papel dos grupos de extermínio era reunir todos os judeus de certa localidade, executá-los e enterrá-los em valas comuns. Os quatro grupos ficaram conhecidos como Einsatzgruppe A, Einsatzgruppe B, Einsatzgruppe C e Einsatzgruppe D.
Os grupos de
extermínio efetuavam a limpeza étnica por meio de fuzilamentos
em massa. Em locais como a Lituânia, esses grupos foram responsáveis
pela morte de mais de 110 mil judeus. Um exemplo bastante conhecido de como
funcionavam os grupos de extermínio é o Massacre de Babi Yar,
que aconteceu em setembro de 1941.
Campos
de concentração
Os campos de
concentração foram locais encontrados pelos nazistas para ampliar o extermínio
dos judeus na Europa, uma vez que os Einsatzgruppen não conseguiam promover a matança na velocidade que a
situação alemã na guerra demandava. Os campos de
concentração executavam os judeus por meio das câmaras de gás. Nelas,
eles poderiam morrer pelo uso do monóxido de carbono, que
asfixiava suas vítimas, ou do Zyklon-B, pesticida que,
ao ser aquecido, liberava um gás que garantia a morte da vítima por intoxicação
aguda. O uso da câmara de gás foi uma ideia tirada do Aktion T4 — programa pelo qual os nazistas executavam
pessoas com distúrbios mentais ou deficiência física.
Os campos de extermínio criados pelos nazistas para lidar com “questão judia”foram: Auschwitz-Birkenau, Belzec, Chelmno, Majdanek, Sobibor e Treblinka. Somando todos esses campos, estipula-se que eles mataram 3 milhões de pessoas. Somente em Auschwitz-Birkenau morreram 1,2 milhão de pessoas aproximadamente.
Além das
execuções, os judeus também poderiam morrer por diversos fatores relacionados
ao tratamento diário que recebiam. O trabalho exaustivo, as violências
rotineiras, a má alimentação e as péssimas condições de vida e higiene fizeram
com que outros milhares deles morressem de exaustão, inanição e doenças
diversas.
Fim do Holocausto
Fim do Holocausto
Nos meses que antecederam o final da Guerra os guardas das SS (Schutzstaffel -“Tropa de Proteção”, organização paramilitar nazista) transferiram os prisioneiros dos campos em trens, ou em marchas forçadas conhecidas como "marchas da morte", na tentativa de evitar que os Aliados os libertassem. Conforme as forças Aliadas atravessavam a Europa, em uma série de ofensivas contra a Alemanha, elas começaram a encontrar e a libertar prisioneiros dos campos de concentração e aqueles que estavam sendo levados de um campo para outro. Estas marchas continuaram até o dia 7 de maio de 1945, o dia em que as forças armadas da Alemanha se renderam incondicionalmente aos Aliados. Para os Aliados ocidentais a Segunda Guerra Mundial terminou oficialmente na Europa no dia seguinte, em 8 de maio, o (V-E Day), o Dia da Vitória, no entanto as forças soviéticas proclamaram seu "Dia da Vitória" como 9 de maio de 1945.
